Todos passam por momentos de escolha na vida. Todos estes momentos impactam sua vida de alguma forma. Alguns mais que outros, porem todos de alguma forma conduzem-na a um caminho que não pode ser mudado, apenas retraçado por uma nova escolha. Toda nossa vida remete escolhas e este é o tema tratado por este filme escrito e dirigido por Jaco Van Dormael.
Ao assistir este filme me veio em mente uma das obras que mais valorizo em vida: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004). Não por serem similares em suas histórias, mas pela sua originalidade, e se existe uma característica de grande importância para mim é esta.
O filme acompanha Nemo Nobody - o homem mais velho do mundo - numa realidade futurista onde a ciência tornou possível a imortalidade e as pessoas não morrem mais de velhice. No entanto, Nemo não passou pelo "procedimento de imortalidade" e sua vida tornou-se um reality show para a humanidade, que acompanha seus últimos momentos por toda a cidade.
Voltando às origens, vamos falar um pouco de películas estrangeiras de qualidade.
Este filme dinamarquês ganhou muitos prêmios em 2012 e foi indicado a nada menos que o BAFTA de melhor filme este ano. Um absurdo eu ter assistido este filme somente este mês, mas eu realmente estava atrasado em alguns filmes.
O filme trata de um tema delicado e com esta mesma delicadeza apresenta os personagens e expõe seus relacionamentos. Acredito que, por este motivo, acabamos nos conectando ao personagem de uma maneira que sentimos sua angústia.
Lucas (Mads Mikkelson) é um professor de jardim de infância que tem sua índole posta à provação pela comunidade após uma das crianças declarar um abuso por sua parte, que no caso seria exposição das partes íntimas. No entanto, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de uma inocência muito bem representada pela pequena atriz mirim, foi acometida por uma delírio causado por uma paixão não correspondida pelo professor. Sua insinuação nada mais foi que uma forma de expressar sua raiva por Lucas. Mas o que para uma criança é apenas um comentário, para adultos é um comportamento bastante questionável. Isto somado ao senso de que "criança nunca mente", levou a comunidade a por-se contra o professor, que nada podia fazer a não ser negar e se defender como podia.
Além da impotência do personagem em provar sua inocência, já que era a palavra da menina contra a dele, o personagem de início já mostra indícios da sua fraca capacidade de reação: uma pela namorada que sempre tomava a iniciativa e outra pela ex-mulher com quem não tinha voz em discussões para ver seu filho adolescente.
Dadas as circunstâncias e o peso do tema, é completamente plausível o comportamento do personagem e a reação da comunidade ao seu redor. Mesmo que a par da situação real, o espectador pode se identificar com ambas as partes do filme, não havendo um motivo de crítica para dado comportamento.
O desfecho do filme chega a ser poético nas palavras dadas na formação de um novo caçador de cervos e sua cena seguinte.
Nada mais que a natureza humana. Ela assusta, mas você faz parte dela. Talvez seja esse um dos motivos pelos quais o filme te deixa tenso a todo momento: você poderia ser um no meio daqueles.
Bradley Cooper se tornou um ator surpreendentemente respeitável. Apesar de Se beber, não case (2009) não ser o tipo de filme em que possa se mostrar talento de atuação, ele soube muito bem aproveitar os holofotes e mostrar o excelente ator que é. 2012 pode se dizer que foi o ano dele, pois além deste teve o fenomenal Lado bom da Vida (2012) que o rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator este ano. Houveram outros dois ainda em 2012 que já baixei e espero ver em breve.
No filme, Bradley é Rory Jansen, um aspirante a escritor numa luta consigo mesmo para acreditar que é possível se destacar na profissão que escolheu e poder se prover dela. No entanto, apesar do esforço em escrever algo realmente bom, lhe falta um "talento" nato para a coisa, o que o faz questionar seu próprio trabalho. Certo dia, Rory encontra um texto numa maleta comprada em uma loja de antiguidades e não consegue tirar o mesmo de sua cabeça pela beleza e profundidade do mesmo. Ele o publica como seu e se torna um grande sucesso editorial, mas não esperava encontrar o verdadeiro escritor da obra.
A produção de filme é simples assim como sua história, mas isso não desmerece nem um pouco a qualidade da mesma. Numa bela fotografia e roteiro intrigante, o filme procura ser poético em mostrar a relação entre um criador e sua obra. Para o filme, num contexto literário, mas facilmente expansível para outras conotações.
Acredito que o ponto máximo do filme seja a atuação de Bradley Cooper que, como disse no começo do texto, vem se destacando de maneira surpreendente.
Assisti este filme ontem, mas precisava refletir um pouco à respeito antes de começar a escrever. Definitivamente um dos melhores filmes que assisti este ano e mais uma vez é de 2010.
Este filme foi mais um que peguei numa lista de recomendação do IMDb e comecei a assistir sem saber nem ao menos do que se tratava. Vem sendo uma experiência e tanto assistir filmes desta forma, pois as surpresas não param de aparecer. Após assisti-lo, fui atrás do trailer para conferir o que era passado para se conhecer da história e posso com certeza dizer que ele estraga muitos momentos do filme, se não todos. Por esta razão eu vou deixar o trailer no post, mas recomendo que não o assistam e tenham a mesma experiência que tive.
Sem querer estragar a essência da história, faço uma breve sinopse antes de citar minhas considerações: o filme se passa num passado onde a ciência avançou a ponto de tornar a expectativa de vida humana para além dos 100 anos de idade. Neste contexto, acompanhamos a vida de Kathy (Carey Mulligan), Tommy (Andrew Garfield) e Ruth (Keira Knightly) que estudam no colégio interno Hailsham e, nos anos que se seguem, deverão compreender a razão de suas existências.
A história é baseada no livro de mesmo nome escrito por Kazuo Ishiguro e com certeza será um livro na minha prateleira.
A partir daqui passo a fazer considerações acerca do filme que podem revelar alguns momentos. Logo, fica a cargo da curiosidade de vocês.
O mais impressionante na história e que deve ser mais notável ainda no livro é a sensibilidade com que somos jogados à realidade dos personagens.
Uma professora, indignada pela maneira como os alunos são tratados, resolve expor aos seus alunos a dura realidade que os esperam. Ela explica que o futuro de uma criança é incerto para o mundo e a mesma pode ocupar diferentes posições na sociedade a que se destina. Mas este não é o caso das crianças ali presentes. É assim, aos 25 minutos de filme, que somos informados que todos ali não passam de meras obras da ciência destinadas a doarem seus orgãos para aqueles que o necessitarem e somente isso. Os clones ali presentes, após atingirem a idade próxima a sua primeira doação, são encaminhados para abrigos, onde aguardarão o momento em que passarão a viver de hospital a hospital até o fim de suas vidas. Nesta dura realidade, os personagem acima citados convivem num delicado triângulo amoroso.
A produção do filme como um todo está perfeita. Dentre as interpretações, acredito que Andrew Garfield poderia ter dado mais de si para o personagem, mas acredito que o problema real é que não havia muita química entre ele e Mulligan. Suas versões mirins nas peles de Izzy Meikle-Small e Charlie Rowe formavam um casal e tanto. No entanto, individualmente cada um dá um show à parte, principalmente Mulligan.
A trilha original de Rachel Portman tem completa sintonia com o filme e me abstenho a falar do trabalho de Adam Kimmel na fotografia.
O roteiro do filme, apesar de baseado num livro que deve ser fenomenal, peca um pouco quanto a nos passar o que de fato os prende a suas realidades. Eles são livres e mesmo assim estão dispostos a seguir seus destinos. A criação rígida no internato é uma boa resposta para isso, mas ainda fica um pouco de indignação em relação aos seus comprometimentos com o destino certo. Este o motivo de querer muito ler o livro. No entanto, isto não desmerece o filme nem um pouco.
Engraçado que peguei este filme numa lista de recomendações do IMDb e depois, fazendo uma leve pesquisa após assisti-lo, descubro que foi o representante alemão na corrida pelo Oscar 2011 na categoria filme estrangeiro.
Dos indicados na categoria tinha visto apenas Biutiful (México/Espanha), e havia esquecido completamente de assistir ao vencedor In a better world (Dinamarca), mas farei a correção disso no próximo final de sem6ana. Imagino que este dinamarquês deve ser absurdamente fantástico a ponto de superar este filme.
O filme narra a história de Umay (Sibel Kekilli), uma mulher islâmica que abandona o marido para voltar a viver com os pais levando consigo o filho menor de idade. A partir disso, Umay precisa lidar com o todas as consequências de sua escolha para uma mulher de sua cultura.
O fato de fazer a pesquisa que citei no início do texto é justamente em razão do ambiente tratado no filme ser de difícil compreensão para nós ocidentais. Precisava compreender alguns fatos tratados no filme que são realmente chocantes.
Li alguns comentários que muito criticavam a personagem pelo fato de tomar uma atitude forte e depois buscar sempre o contato de sua família, apesar desta não se mostrar preocupada com sua condição, mas é preciso atentar para o fato que não estamos lidando com nossa cultura e, lendo um pouco à respeito, é fácil notar que a ligação familiar do povo islâmico é bastante forte, bem retratado pelo belo cartaz do filme.
O filme merece ser visto por dois motivos: primeiramente por ser um excelente filme e segundo pela maneira sensível com que nos apresenta esta realidade tão estranha aos nossos olhos.
Eu poderia terminar de escrever aqui porque sou muito fã desse cara e falar de um filme dele é no mínimo suspeito.
No filme, Barney (Paul Giamatti) é um produtor que faz um retrospecto de sua vida amorosa até o momento em que conheceu a mulher de sua vida, Miriam (Rosamund Pike).
O filme é uma história de amor bastante inusitada já que Barney se apaixona perdidamente na festa de seu segundo casamento. Até então ele nunca havia sentido isso e é bastante notável no semblante do personagem, mesmo estando muito alcoolizado, que o sentimento é verdadeiro.
O filme procura mostrar a fragilidade do seu personagem principal de várias formas, muitas delas ao lado do pai Izzy Panofsky que por sinal está muito bem representado por Dustin Hoffman.
O filme é muito bom, mas se tratando que ele procura tornar transparente seu personagem de modo que possamos compreende-lo em seu decorrer, ele peca várias vezes. É um personagem interessante, mas sem muita expressividade tornando alguns de seus momentos de difícil interpretação.
O final do filme é um tanto apelativo para o foco da narrativa e só fez enfatizar o que citei no parágrafo acima.
Ficou parecendo que não gostei do filme, mas gostei. O filme tem excelentes interpretações, mas o roteiro deixa um pouco a desejar.
Definitivamente, meu gênero de filme favorito. Nada como um bom filme de ficção científica com consistência e roteiro inteligente.
Eu peguei este filme para assistir, mas depois descobri que estava com estréia marcada para 17/06. E adivinha? Foi sexta-feira!! E não foi lançado!! Isso pode representar duas coisas: a distribuidora optou por segurar a estréia e esperar um melhor momento, já que este mês tem muito filme blockbuster nas bilheterias ou o atraso com relação à estréia americana esfriou o seu lançamento e resolveram lançar direto em DVD/BD. A segunda é triste, mas é a mais provável. Este mês e o próximo, período de férias escolares, representa o momento mais rentável ao cinema, onde as grandes produções tem vez. Fora Piratas, Thor e Kung Fu Panda ainda teremos Carros 2, Transformers 3, Capitão América e o final de Harry Potter. Espero estar errado, mas este aqui perdeu sua vez nas telonas. De qualquer maneira, ficarei na torcida porque quero muito ver este filme no cinema.
No filme, o capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) acorda num trem em um corpo que não é dele e descobre estar numa missão para descobrir o responsável por implantar uma bomba no local. Na verdade o atentado já ocorreu e a bomba já explodiu matando todos os que estavam no trem. Colter está acessando os 8min de informação recuperados do cérebro de um dos passageiros para tentar descobrir o responsável antes que um segundo atentado ocorra.
Não quero contar muito da história para não estragar as surpresas de roteiro. E não são poucas! A construção do filme é muito boa e o final é fantástico.
O diretor do filme é ninguém menos que Duncan Jones, diretor e roteirista de Moon (2009), outra pérola fenomenal que não foi lançada nos cinemas brasileiros. Vou até assistir novamente só para fazer um texto do filme aqui.