Não sei se estou ficando um cara chato para filmes de ação, mas eu venho observando muito detalhe nesse gênero de filme.
Não quero dizer com isso que Sem Limites é um filme ruim, mas também não é um filme que eu veria novamente.
No filme, Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor em crise que perde a namorada e está para perder tanto seu contrato com uma editora como seu apartamento. Resumindo, ele está altamente na pior. Eis que surge seu ex-cunhado com uma solução milagrosa em forma de pílula: a NZT, uma droga que permite a uso de 100% da capacidade cerebral e não apenas os 20% que são utilizados normalmente. Com isso, já se imagina o quanto a vida dele vai mudar da água para o vinho.
Uma vez eu li que o legal da história é a forma como ela é contada. O mesmo se aplica aqui. Ao ler o breve resumo que eu fiz, pode parecer uma bobagem, mas o filme é bem interessante. Tem seus clichês e seus furos de roteiro (não são poucos, principalmente no final), mas vale a pena.
O grande acerto do filme é, de longe, sua composição. Excelente trabalho técnico! As cenas meio acinzentadas substituídas pelo brilho e colorido intenso que remete exatamente ao vigor dado ao personagem após tomar a pílula é muito bonito de se ver. Da mesma forma, as cenas em que a câmera se movimenta com velocidade pelas ruas de Nova York. Excelente direção de Neil Burger e fotografia de Jo Willems.
Além disso, muito bom ver Robert De Niro num papel que não denigre sua imagem como ator. O personagem Carl Van Loon só acrescenta interesse a história do filme.
Cotação: 3 pratas!!
IMDb.: 7.3

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